Finalistas 2004
Índice de Artigos
Finalistas 2004
MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO
MELHOR DIREÇÃO
MELHOR ATRIZ
MELHOR ATOR
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
MELHOR ATOR COADJUVANTE
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
MELHOR MAQUIAGEM
MELHOR FIGURINO
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
MELHOR MONTAGEM
MELHOR SOM
MELHOR TRILHA SONORA
MELHOR CURTA DE FICÇÃO
MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
MELHOR LONGA ESTRANGEIRO

MELHOR LONGA DE FICÇÃO

AMARELO MANGA

Direção: Cláudio Assis
Produção: Cláudio Assis e Paulo Sacramento
Roteiro: Hilton Lacerda
Música: Lúcio Maia e Jorge Du Peixe
Fotografia: Walter Carvalho
Direção de Arte: Renata Pinheiro
Elenco: Chico Diaz, Matheus Nachtergaele, Dira Paes, Jonas Bloch

Guiados pela paixão, os personagens desta história de encontros e desencontros amorosos transitam num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. São indivíduos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante – o amarelo do embaçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas, já que a vida não passa de “estômago e sexo”. Vencedor do prêmio do Ministério da Cultura para filmes de baixo orçamento, Amarelo manga custou apenas R$ 500 mil. Ganhou os Candangos de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Fotografia e Melhor Edição, no Festival de Brasília. e o prêmio de Melhor Fotografia, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. O pernambucano Cláudio Assis também dirigiu os curtas-metragens Henrique (1987), Soneto do Desmantelo Blue (1993) e Texas Hotel (1999) e foi diretor de produção do filme Baile perfumado (1997).

CARANDIRU

Direção: Hector Babenco
Roteiro: Hector Babenco, Fernando Bonassi e Victor Navas
Produção: Hector Babenco e Flávio R. Tambellini
Desenho de Produção: Caio Gullane
Edição: Mauro Alice
Elenco: Luiz Carlos Vasconcellos, Milton Gonçalves, Maria Luisa Mendonça, Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Lázaro Ramos.

Este oitavo longa-metragem de Hector Babenco retrata o dia-a-dia de um médico que atende no presídio de segurança máxima de Carandiru, convivendo com a realidade dos prisioneiros atrás das grades. Adaptação cinematográfica do livro Estação Carandiru de Dráuzio Varella, o filme é narrado do ponto de vista de um médico que freqüentou a Casa de Detenção ao longo de 12 anos e testemunhou o fatídico massacre de 1992. As histórias que ele alinhava compõem um painel ao mesmo tempo cômico, cruel e humano, levando o espectador a territórios emocionais distantes das crônicas de medo e violência convencionais. Também diretor de Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1977), Pixote, A Lei do Mais Fraco (1980) e O Beijo da Mulher Aranha (1985), Hector Babenco teve de dominar uma logística complexa, com um orçamento de R$ 10 milhões, um total de 26 atores principais, 120 secundários e cerca de oito mil figurantes.

O HOMEM QUE COPIAVA

Direção: Jorge Furtado
Roteiro: Jorge Furtado
Produção: Luciana Tomasi e Nota Goulart
Fotografia: Alex Sernambi
Direção de Arte:
Fiapo Barth
Figurino: Rosângela Cortinhas
Edição: Giba Assis Brasil
Elenco: Lázaro Ramos, Leandra Leal, Pedro Cardoso, Luana Piovani, Paulo José
André é um jovem de 20 anos que trabalha na fotocopiadora de uma papelaria em Porto Alegre. Ele precisa desesperadamente de 38 reais. Com o dinheiro, ele pretende comprar um presente para a mãe e também salvar a vida de Silvia, sua paixão. Ele faz muitos planos – e surpreendentemente todos dão certo. Filmado durante 43 dias, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, O Homem Que Copiava teve orçamento de R$ 3 milhões. Se em Houve Uma Vez Dois Verões, longa de estréia do cineasta gaúcho Jorge Furtado, o elenco era todo composto por atores gaúchos desconhecidos, O Homem Que Copiava conta com várias estrelas. Nesse filme, produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre, Furtado procurou realizar certas experimentações na própria forma como seu roteiro foi estruturado e filmado, com quebras na lógica da narrativa, seqüências em formato digital e uso da animação.

LISBELA E O PRISIONEIRO

Direção: Guel Arraes
Roteiro: Guel Arraes, Jorge Furtado e Pedro Cardoso, baseado em peça teatral de Osman Lins
Produção: Paula Lavigne
Música: João Falcão e André Moraes
Fotografia: Uli Burtin
Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto
Figurino: Emília Duncan
Elenco: Selton Mello, Debora Falabella, Virginia Cavendish,
Bruno Garcia, Marco Nanini

Lisbela é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood. Leléu é um malandro conquistador. Os dois logo se apaixonam, mas há dois problema: o noivo ciumento de Lisbela e o matador que persegue incorrigível Leléu. Baseado numa peça de Osman Lins, Lisbela e o prisioneiro é o primeiro longa-metragem do diretor Guel Arraes feito especificamente para o cinema, já que O auto da compadecida e Caramuru – A invenção do Brasil foram adaptações de séries televisivas. Sétimo filme mais visto no Brasil em 2003, tendo levado 3.146.461 pessoas aos cinemas, Lisbela é um exemplar do que Guel Arraes define como “cinema popular brasileiro”. Sob sua direção, a peça original de Osman Lins ficou mais de dois anos em cartaz, o que convenceu os produtores de suas possibilidades em outro formato, com personagens reeditados em deliciosas e elogiadas interpretações.

SEPARAÇÕES

Direção: Domingos de Oliveira
Roteiro: Domigos de Oliveira e Priscilla Rozembaum
Fotografia: Paulo Violeta
Montagem: Natara Ney, José Rubens
Elenco: Domingos Oliveira, Priscilla Rozenbaum, Ricardo Kosovski, Fabio Junqueira, Maria Mariana

Separações é uma comédia romântica sobre as quatro fases de uma separação amorosa: a negação, a negociação, a revolta e a aceitação. Dando continuidade ao ciclo iniciado com Amores (1996), o cineasta Domingos de Oliveira explora mais uma vez esse jogo de encontros e desencontros que são as relações afetivas entre homens e mulheres, numa narrativa que reproduz a ansiedade e intensidade de seus personagens. Desde o clássico Todas as Mulheres do Mundo (1967), o diretor vem se revelando um mestre na análise da alma. Em Separações, ele interpreta Cabral, um dos personagens da trama, que reúne um grupo de amigos ligados pela arte do teatro no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Veterano dramaturgo e professor que tem uma relação moderna e liberal com a atriz Glorinha, Cabral vive e acompanha conflitos, descobertas e perturbações afetivas comuns na vida de todos nós.


Próximo>
Memória