| Finalistas 2004 |
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Página 1 de 20 MELHOR LONGA DE FICÇÃO AMARELO MANGA Direção: Cláudio Assis Guiados pela paixão, os personagens desta história de encontros e desencontros amorosos transitam num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. São indivíduos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante – o amarelo do embaçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas, já que a vida não passa de “estômago e sexo”. Vencedor do prêmio do Ministério da Cultura para filmes de baixo orçamento, Amarelo manga custou apenas R$ 500 mil. Ganhou os Candangos de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Fotografia e Melhor Edição, no Festival de Brasília. e o prêmio de Melhor Fotografia, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. O pernambucano Cláudio Assis também dirigiu os curtas-metragens Henrique (1987), Soneto do Desmantelo Blue (1993) e Texas Hotel (1999) e foi diretor de produção do filme Baile perfumado (1997). CARANDIRU Direção: Hector Babenco Este oitavo longa-metragem de Hector Babenco retrata o dia-a-dia de um médico que atende no presídio de segurança máxima de Carandiru, convivendo com a realidade dos prisioneiros atrás das grades. Adaptação cinematográfica do livro Estação Carandiru de Dráuzio Varella, o filme é narrado do ponto de vista de um médico que freqüentou a Casa de Detenção ao longo de 12 anos e testemunhou o fatídico massacre de 1992. As histórias que ele alinhava compõem um painel ao mesmo tempo cômico, cruel e humano, levando o espectador a territórios emocionais distantes das crônicas de medo e violência convencionais. Também diretor de Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1977), Pixote, A Lei do Mais Fraco (1980) e O Beijo da Mulher Aranha (1985), Hector Babenco teve de dominar uma logística complexa, com um orçamento de R$ 10 milhões, um total de 26 atores principais, 120 secundários e cerca de oito mil figurantes. O HOMEM QUE COPIAVA Direção: Jorge Furtado LISBELA E O PRISIONEIRO Direção: Guel Arraes Lisbela é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood. Leléu é um malandro conquistador. Os dois logo se apaixonam, mas há dois problema: o noivo ciumento de Lisbela e o matador que persegue incorrigível Leléu. Baseado numa peça de Osman Lins, Lisbela e o prisioneiro é o primeiro longa-metragem do diretor Guel Arraes feito especificamente para o cinema, já que O auto da compadecida e Caramuru – A invenção do Brasil foram adaptações de séries televisivas. Sétimo filme mais visto no Brasil em 2003, tendo levado 3.146.461 pessoas aos cinemas, Lisbela é um exemplar do que Guel Arraes define como “cinema popular brasileiro”. Sob sua direção, a peça original de Osman Lins ficou mais de dois anos em cartaz, o que convenceu os produtores de suas possibilidades em outro formato, com personagens reeditados em deliciosas e elogiadas interpretações. SEPARAÇÕES Direção: Domingos de Oliveira Separações é uma comédia romântica sobre as quatro fases de uma separação amorosa: a negação, a negociação, a revolta e a aceitação. Dando continuidade ao ciclo iniciado com Amores (1996), o cineasta Domingos de Oliveira explora mais uma vez esse jogo de encontros e desencontros que são as relações afetivas entre homens e mulheres, numa narrativa que reproduz a ansiedade e intensidade de seus personagens. Desde o clássico Todas as Mulheres do Mundo (1967), o diretor vem se revelando um mestre na análise da alma. Em Separações, ele interpreta Cabral, um dos personagens da trama, que reúne um grupo de amigos ligados pela arte do teatro no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Veterano dramaturgo e professor que tem uma relação moderna e liberal com a atriz Glorinha, Cabral vive e acompanha conflitos, descobertas e perturbações afetivas comuns na vida de todos nós. |
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