| Finalistas 2003 |
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Página 1 de 20 MELHOR LONGA DE FICÇÃO
CIDADE DE DEUS
Direção: Fernando Meirelles Produção: Andrea Barata Ribeiro e Mauricio Andrade Ramos Roteiro: Bráulio Mantovani Fotografia: César Charlone Montagem: Daniel Rezende Direção de arte: Tulé Peake Trilha sonora: Antônio Pinto e Ed Côrtes Som direto: Roberto Carvalho Elenco: Mateus Nachtergaele, Seu Jorge, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora, Roberta Rodrigues, Phelippe Haagensen, Jonathan Haagensen, Douglas Silva, Gero Camilo, Jefechander Suplino, Alice Braga, Emerson Gomes, Édson Oliveira, Luis Otávio e Maurício Marques
Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca surgida nos anos 60 e um dos locais mais violentos da cidade. Resistindo à conspiração de circunstâncias que o condenavam a se tornar um bandido, ele se salva graças à paixão pela fotografia, ao mesmo tempo em que as disputas entre os traficantes estabelecem um clima de guerra, com banhos de sangue e total desprezo pela vida humana. Baseado no livro de Paulo Lins e consagrado em diversos festivais no Brasil e no exterior, Cidade de Deus mostra que o destino é uma questão de escolha, e não de acaso. Grande parte do elenco foi escolhida entre garotos que vivem em comunidades carentes da periferia do Rio de Janeiro. Em seu segundo longa, o diretor Fernando Meirelles respeita a complexidade do texto original, abarcando várias décadas e dezenas de personagens, de maneira a fazer o conjunto de vozes e situações traçar um ambicioso quadro de uma dura realidade brasileira.
DIAS DE NIETZSCHE EM TURIM
Direção: Julio Bressane Produção: Tandê Bressane Roteiro: Rosa Dias e Julio Bressane Fotografia: José Tadeu Ribeiro Montagem: Virginia Flores Direção de arte: Moa Batsow Trilha sonora: Ronel Alberto Rosa Som direto: Roberto Carvalho Elenco: Fernando Eiras, Paulo José, Tina Novelli, Leandra Leal, Mariana Ximenes, Paschoal Villaboin e Isabel Themudo
Dias de Nietzsche em Turim evoca fragmentos de um período decisivo na vida do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: os oito meses que passou na cidade italiana, de abril de 1888 a janeiro de 1889. No final dessa fértil temporada, em que escreveu centenas de cartas e algumas de suas obras mais importantes, como Ecce Homo e O Anticristo, Nietzsche mergulhou na loucura e no silêncio até sua morte, em 1900. Combinando imagens digitais com película em 35 milímetros, cor e preto-e-branco, Bressane traduz na tela a originalidade e o vigor do pensamento do autor de Assim Falou Zaratustra. A trilha sonora utiliza composições do próprio filósofo, interpretado por Fernando Eiras. Dias de Nietzsche em Turim foi lançado no Festival de Veneza, onde foi aclamado pela crítica. O filme é fiel ao estilo rigoroso e ousado do cineasta e foi resultado de uma pesquisa de quatro anos.
HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES
Direção: Jorge Furtado Produção: Nora Goulart e Luciana Tomasi Roteiro: Jorge Furtado Fotografia: Alex Sernambi Montagem: Giba Assis Brasil Direção de arte: Fiapo Barth Trilha sonora: Leo Henkin Som direto: Cristiano Scherer Edição de som: Beto Ferraz Elenco: André Arteche, Ana Maria Mainieri, Pedro Furtado, Júlia Barth e Chico, adolescente em férias na "maior e pior praia do mundo", encontra Roza num fliperama e se apaixona. Transam na primeira noite, mas ela some. Só mais tarde, já de volta a Porto Alegre, ele a reencontra, e Roza diz que está grávida. Até o verão seguinte, ela ainda vai entrar e sair muitas vezes da vida do rapaz. Houve Uma Vez Dois Verões é o primeiro longa-metragem de Jorge Furtado, diretor do consagrado curta Ilha das Flores e também do recente O Homem Que Copiava. Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre, trata-se de uma comédia nada moralista sobre amores adolescentes, cheia de encontros e desencontros. Premiado no Concurso de Projetos de Filmes de Baixo Orçamento do Ministério da Cultura, Houve uma vez dois verões foi rodado no litoral gaúcho, com câmera digital, em apenas 23 dias. No elenco de jovens atores gaúchos, destacam-se Ana Maria Mainieri e Pedro Furtado.
O INVASOR Direção: Beto Brant Produção: Renato Ciasca e Bianca Villar Roteiro: Marçal Aquino, Beto Brant e Renato Ciasca Fotografia: Toca Seabra Montagem: Manga Campion e Willen Dias Direção de arte: Yukio Sato Trilha sonora: Paulo Miklos, Pavilhão 9, Tolerância Zero e Professor Antena Som direto: Louis Robin Elenco: Alexandre Borges, Malu Mader, Paulo Miklos, Marco Ricca, Mariana Ximenes, Chris Couto, George Freire, Tanah Correa e Jayme del Cuento A partir de uma inquietante trama policial, O Invasor olha de frente as contradições do Brasil, levando o espectador a uma reflexão necessária sobre o estado sombrio dos valores éticos em nosso país. Inspirado num conto de Marçal Aquino, é o terceiro longa-metragem de Beto Brant, depois de Os Matadores e Ação Entre Amigos. O titã Paulo Miklos faz uma bem-sucedida estréia como ator, vivendo um matador de aluguel da periferia de São Paulo que é contratado por dois sócios de uma construtora, Ivan (Marco Ricca) e Gilberto (Alexandre Borges), para matar um terceiro. O assassino executa o serviço, mas cobra um preço muito maior do que o dinheiro: instala-se no cotidiano da construtora e na cama da herdeira, conquistando à força seu lugar numa sociedade que o exclui. Espelhando o momento atual com precisão desconcertante, o filme foi premiado em Sundance e pinta um retrato nervoso e contundente de um Brasil atolado na corrupção.
MADAME SATÃ
Direção: Karim Aïnouz Produção: Isabel Diegues, Maurício Andrade Ramos e Walter Salles Roteiro: Karim Aïnouz Fotografia: Walter Carvalho Montagem: Isabela Monteiro de Castro Direção de arte: Marcos Pedroso Trilha sonora: Marcos Suzano e Sacha Amback Som direto: Aloysio Compasso Elenco: Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Felippe Marques, Emiliano Queiroz, Renata Sorrah, Floriano Peixoto, Gero Camilo Um personagem fascinante e contraditório - João Francisco dos Santos, delinqüente, travesti, rainha do carnaval, presidiário e pai adotivo de sete filhos, figura célebre da Lapa no Rio dos anos 30 - num momento essencial de sua vida, quando realiza o sonho de se tornar artista de cabaré e comete seu primeiro crime. É o que mostra Karim Aïnouz em Madame Satã, interpretado com garra por Lázaro Ramos. O filme nos transporta para o cotidiano de João Francisco, dividido entre a prisão e a Lapa boêmia, um microcosmo com leis, códigos e rituais próprios. Aïnouz se preocupa menos em contar uma história linear do que em captar a intimidade do protagonista, a forma como ele viveu a experiência de ser negro, malandro e homossexual. A fotografia, de Walter Carvalho, evoca o universo emocional de Madame Satã, misturando o glamour e a pobreza, a violência e a arte, o prazer nas circunstâncias mais adversas. |
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