MELHOR TRILHA SONORA



APOLLO NOVE
por O Cheiro do Ralo

Uma trilha nervosa e, ao mesmo tempo, delicada acompanha a trajetória do desprezível Lourenço em O Cheiro do Ralo. Unindo elementos díspares, Apollo Nove, requisitado produtor musical paulista, destila, na banda sonora do filme, seus conhecimentos musicais iniciados na formação clássica da infância e lapidada, nos anos 90, na cena do Pop eletrônico londrino. 

Espelhando os personagens, as sonoridades criadas por Apollo desenham significados que vão do sarcasmo ao cômico compondo, com os elementos visuais e com o trabalho dos atores e da direção, um conjunto que amplia o aspecto pitoresco e estranho do filme. 
 

BERNA CEPPAS E KAMAL KASSIN
por O Céu de Suely

Uma trilha elegante e sutil. Assim Berna Ceppas define o resultado do trabalho, ao lado de Kamal Kassin, em Um Céu de Suely, filme no qual o diretor Karim Aïnouz privilegiou a sonoridade desde o início.

Afinal, no Nordeste contemporâneo, o forró está na feira ao lado dos sons eletrônicos na sanfona e da música americana em versão brasileira “tecnobrega”.  No conjunto da trilha musical, destacam-se a música minimalista do alemão Lawrence em “Somebody told me” e “Tudo o que eu tenho”, versão de um sucesso dos anos 70 da banda Bread, cantada por Diana. Canções que embalam as angústias e alegrias de Hermila/Suely na busca de soluções para a sua vida.

BETO VILLARES
por O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

Um caldeirão de culturas e tendências como o bairro do Bom Retiro dos anos 70. Partindo dessa premissa, Beto Villares criou músicas instrumentais que se revezam com clássicos como “Pra Frente, Brasil”, de Miguel Gustavo e “Eu sou Terrível”, de Roberto Carlos, além de canções tradicionais judaicas como “Chiribim-Chiribom”, na trilha sonora de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias.

Um equilíbrio difícil, mas que criou uma trilha emotiva e contida compondo o clima da época, pleno de brasilidade, um contexto adequado à realidade do mundo interno e externo do menino Mauro às voltas com a espera do retorno dos pais, a paixão pelo futebol e as descobertas da pré-adolescência.    

CARTOLA
por Cartola - Música para os Olhos

Mais do que ilustrar uma história de vida, as canções de Cartola embalam o imaginário dos amantes da música brasileira. E uma seleção pouco óbvia de suas criações é o que se vê no documentário de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda que optaram por transcender, em alguns momentos, o documentário biográfico centrado unicamente no personagem.

Por isso, vemos canções de Cartola embalando momentos históricos, e até dramáticos, como as cenas do Exército nas ruas em plena ditadura militar. Ou divertidas associações entre fatos da vida do sambista mangueirense com atores como Oscarito ou Grande Otelo revelando a rica produção musical de Cartola como uma trilha sonora que embala os momentos da vida política e cultural do país.

PEDRO BROMFMAN
por Tropa de Elite

A participação de Pedro Bromfman em Tropa de Elite inicia-se no roteiro, o que permitiu um maior conhecimento dos personagens e a construção do conceito de como a música deveria contribuir emocionalmente para o filme.

Além de ter produzido e regravado algumas das canções do filme, como “O Rap das Armas” e “Nossa Bandeira”, com os MC´s Leonardo e Junior e a bateria da Escola de Samba da Rocinha, Bromfman compôs e produziu cerca de 30 faixas incidentais.

Nelas, tocou diversos instrumentos como violões, teclados e guitarras e contou com a participação de Robertinho Silva, Ney Conceição e Cássio Duarte. Com todo o material em mãos, ele fez a programação sonora e criou sons de ambiência para compor o mundo musical de Tropa de Elite.

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Memória