O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes
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O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes
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Sobre a Direção
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Sobre a Direção

A direção de O GRILO FELIZ E OS INSETOS GIGANTES foi dividida entre Walbercy e Rafael Ribas. Uma experiência que uniu duas gerações de animadores. Walbercy leva para o filme seus 49 anos de experiência em animação e Rafael empresta sua visão de vanguarda, trazendo atualidade para o filme. A troca entre os dois profissionais é constante e uma das principais diferenças desta dupla criativa é o tipo de linguagem humorística que cada um deles levou para o filme. Walbercy tem um estilo mais clássico e costuma trabalhar as cenas com um humor mais infantil, que dialoga com a essência das crianças. Rafael tem um estilo mais jovem, irreverente, características que facilitam a identificação com o público adolescente. Em comum, eles têm o perfeccionismo e a paixão pela arte da animação. Segundo Walbercy, "Cada um tem seu ponto de vista, então vamos batendo bola e um acaba complementando o outro."

 

Palavras de Walbercy Ribas


"Eu comecei em animação aos 16 anos de idade. O primeiro comercial que eu fiz, assisti na televisão do vizinho porque não tinha uma em minha casa. Nasci no interior de São Paulo e meu pai foi gerente de cinema. Era muito comum eu ir com ele assistir aos novos filmes que eram lançados. Em geral eram chanchadas brasileiras e histórias do cowboy Roy Rogers. Quando vim para São Paulo, aos 13 anos, tive contato com o cinema de arte do leste europeu, filmes da antiga Iugoslávia, Polônia, Hungria, República Tcheca e Canadá, e me identifiquei com este tipo de cinema de animação muito mais experimental e humano. Com toda esta influência artística muito vibrante, optei por colocar este calor humano no meu trabalho, mesmo sendo comerciais para TV.

"Adoro trabalhar com o inusitado. A cada projeto, busco uma nova forma de expressão. Testar materiais, arrojar na condução da linguagem. Quando você experimenta algo novo, você quebra o ritmo do cotidiano. Você cria. É possível ser vanguardista e comercial ao mesmo tempo. O GRILO FELIZ E OS INSETOS GIGANTES aborda idéias e propostas muito significativas.

"Sempre tive cuidado com o conteúdo dos meus filmes. Com o passar dos anos conseguimos criar um estilo de animação que fala do Brasil sem recorrer a estereótipos. Ainda assim, esta nova aventura do Grilo não tem fronteiras. O filme pode ser compreendido por uma audiência global."

 

Palavras de Rafael Ribas


‘'Sempre fui muito ligado à arte, desde pequeno via meu pai trabalhando nos comerciais para TV e queria de alguma forma ajudá-lo. Aos 4 anos de idade fiz um desenho que foi usado pelo meu pai no filme ‘'aquarela'' da Faber-Castel. Mas minha estréia na animação 3D foi aos 15 anos, quando produzi todos os cenários de um comercial para a ‘Bubble Gummers'. Daí para frente foram mais de 100 comerciais para o Brasil e o exterior, e alguns curtas-metragens, um deles chamado ‘A Última Gota', vencedor de 2 prêmios de melhor animação.

"Quem gosta de arte gosta de tudo, fotografia, escultura, pintura. Então teve uma época em que eu me interessei muito por fotografia e acabei aprendendo noções de iluminação, e isso me ajudou muito na hora de fazer a direção de arte do filme."

"Algumas pessoas superestimam a tecnologia e acreditam que o computador pode trabalhar sozinho. Mas as funções do animador são as mesmas, independente da plataforma. Em 2D ou 3D o trabalho de pesquisa é igual, assim como o estudo de movimentos, texturas e iluminação.

"Nas poucas horas livres que tenho, só assisto a animação. Gosto de observar as diferentes técnicas utilizadas, assim como os recursos criativos. Para fazer um filme de animação, você tem que ser um pouco criança. Acho que só assim é possível trabalhar com verdade para elas. Apesar do enorme volume de trabalho, meu perfeccionismo exigiu que fizesse, sozinho, a iluminação de todas as cenas do filme."



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